Inicialmente publicado aqui.

Tenho uma repulsão absurda aos os jogos “anuais”, e tenho certeza que muitos compartilham da mesma opinião que eu. Comprar um jogo eletrônico com prazo de validade pré-estipulado é quase tão inútil quanto colocar DRM em jogo sabendo que será quebrado.

É intrigante a forma como as coisas são ofertadas. Você gosta de um determinado jogo, e vê ao lado dele se prazo de validade: “FIFA 2010”.

O quê? E o que acontecerá em 2011? A resposta é óbvia, será lançado o FIFA 2011. Você não terá com quem jogar seu FIFA 2010, ostentará um produto desatualizado, abandonado e esquecido, conforme-se.

Segue uma breve lista dos jogos anuais contaminados por esta síndrome de EA, ainda que não seja um problema exclusivo dela:

  • FIFA (95~2010)
  • NHL (94~ 2010)
  • Pro Evolution Soccer (2007~2010)
  • UFC (2009, 2010)
  • E mais: Football Manager, WWE, Total Extreme Wrestling, NASCAR, Championship Manager, Backyard Football, NFL, Madden NFL, MVP, MLB, Tiger Woods PGA Tour, Baseball Mogul, Football Mogul, NBA Live, NBA, NCAA Football, e mais recentemente, F1, entre outros.

Nota-se que todos os jogos envolvidos na lista tratam-se de títulos esportivos, mas o mérito não é só deles, veja o caso mais notório:

  • The Sims, The Sims: Bustin’ Out, The Sims: Castaway Stories, The Sims: Deluxe, The Sims: Double Deluxe, The Sims: Hot Date, The Sims: House Party, The Sims: Life Stories, The Sims: Livin’ Large, The Sims: Makin’ Magic, The Sims: Superstar, The Sims: The Complete Collection, The Sims: Unleashed, The Sims: Vacation, The Sims 2, The Sims 2 Apartment Life, The Sims 2 Mobile, The Sims 2 Nightlife, The Sims 2 Seasons, The Sims 2 University, The Sims 2: Bon Voyage, The Sims 2: Castaway, The Sims 2: Celebration Stuff, The Sims 2: FreeTime, The Sims 2: Open for Business, The Sims 2: Pets, The Sims 3, The Sims 3: High-End Loft Stuff, The Sims 3: World Adventures, The Sims Online

São 30 títulos em menos de 10 anos!!! Entenderam por que “Síndrome de EA” leva o nome da produtora? Isso acontece também e outros títulos da mesma companhia, como por exemplo o Need for Speed. Será que ninguém até então apresentou aos estúdios e seus publishers, soluções como atualizações automáticas e DLCs sob demanda?

Com certeza, uma gama muito maior de jogadores se interessaria por títulos “definitivos”, onde atualizações e continuidades, assim como melhorias razoáveis, fossem disponibilizadas – mesmo que de forma paga – a seus usuários. E muitos desses pagariam para ter tais conteúdos extras, provavelmente muito mais do que acaram por adquirir tais jogos ano a ano.