A Lara Croft de 2013 (à esquerda), com anatomia mais realista, e a de 2008.

No reboot de Tomb Raider, que será lançado em 2013, uma Lara Croft de 21 anos deverá sobreviver sozinha a ferimentos, quedas, explosões e batalhas impossíveis em uma ilha povoada por animais selvagens e bandidos. Até aí, ninguém se importa. A trama se encontra devidamente caricata. No entanto, com o trailer abaixo (recomendado para maiores de 18 anos) e as declarações de Ron Rosenberg, produtor executivo do jogo, surge uma controvérsia entre comunicadores da grande mídia (The Guardian, ThinkProgress etc) e consumidores que preocupa a produtora Crystal Dynamics. A personagem, que já lutou contra dinossauros em edições passadas, talvez agora tenha de enfrentar predadores sexuais.

Em 11 de junho, Rosenberg revelou ao site Kotaku que haveria vilões tentando estuprar a protagonista, deixando-a como “um animal encurralado”. Segundo ele, o objetivo dessa violência seria estimular o jogador a “torcer por ela de um jeito que você não torceria por um personagem masculino”. “Nós não estamos tentando ser exagerados, chocando as pessoas apenas pelo choque. Estamos tentando contar uma ótima história de origem”, acrescentou o produtor.

Três semanas depois no mesmo portal, Karl Stewart, diretor de marca da Crystal Dynamics, fez questão de esclarecer que, ao falar em estupro, Rosenberg teria apenas manifestado sua “opinião pessoal”. Apesar de o vídeo deixar clara a conotação sexual de um agressor da heroína, passando a mão pelo corpo dela, Stewart afirmou que não há violência sexual, mas sim “intimidação física aproximada” em uma “situação patológica”.

Intimidada parece a empresa, que está tentando reescrever as declarações de seu representante. Levando em conta que o game só será lançado daqui a oito meses, talvez, para evitar mais polêmicas, a própria história de Lara esteja sendo reescrita neste momento.