Demonstração do Brain Pong

No final de semana, em meio a um show nova-iorquino de arte, o grupo de estudos Hack Manhattan exibiu um game digno da ficção científica na década de 1950. Ajudados por equipamentos como eletroencefalograma (headset) e laptop, participantes do evento puderam jogar o clássico Pong usando o pensamento. Sempre que o headset detectava frequências cerebrais ligadas a altos níveis de concentração, a raquete se movia num display, com 126 pixels, de 1,83 por 2,44 metros. Intitulado Brain Pong (vídeo), o jogo é um dos diversos projetos sem fins lucrativos do grupo.

Para ser bem-sucedido no game, segundo reportagem do The New York Times, não é necessário pensar em direções. Basta permanecer concentrado ao máximo possível. Em vez de ficarem atentos ao display, alguns jogadores fizeram uso de truques que tiveram o mesmo efeito: concentraram-se em cálculos matemáticos ou boas lembranças.



Além de mencionar a suposta existência de outro Pong controlado mentalmente, em 2006, o jornal também entrevistou David Reeves, um dos desenvolvedores da versão 2012, que afirmou: “quando as pessoas falam sobre ler a sua mente, isso provavelmente está distante. Quem sabe? Talvez alguém invente isso no próximo ano. Você nunca sabe”.