O designer Will Wright, 52 anos, reponsável pelas famosas séries Sim City e The Sims, anunciou na semana passada, através de entrevista publicada na Folha e outros jornais, o desenvolvimento de um jogo chamado Hivemind (em tradução livre, “mente coletiva”). Apesar de as explicações dadas por ele terem sido muito vagas, ficou claro que o foco do game não estará nas telinhas de smartphones ou PCs, mas na vida real. Nas palavras do designer, sua motivação veio da possibilidade de “construir um sistema capaz de tornar a vida do jogador muito mais interessante, se soubéssemos onde ele está, que horas são, quanto dinheiro tem no bolso, como está o clima, o que o interessa etc.”. Aparentemente, Hivemind pertencerá à categoria de “alternate reality games” (ARGs), que, na objetiva descrição da jornalista Leticia de Castro, “é uma espécie de brincadeira de detetive em que ficção e realidade se misturam”.

Em 2009 (veja abaixo), Wright já expressava ambição de desenvolver jogos com a qualidade do Wii, que, segundo ele, faz com que a maior parte do entretenimento aconteça no grupo social ao redor do jogador, em vez de no ambiente virtual.

Há quem fique assustado com as ideias vanguardistas do designer, como o gamer Peter Parrish, que, em sua coluna, opinou que a concessão de muitos dados pessoais a um jogo de realidade alternativa tipo Hivemind, que cruzará informações em múltiplas mídias e plataformas, poderá representar um “desastre de hacking”.

Independentemente dos possíveis riscos envolvendo a privacidade dos usuários, Hivemind levanta uma questão pertinente: as pessoas precisam de um game para dar sentido às suas vidas, tornar estas mais interessantes? Dê sua opinião, leitor!