Algumas empresas já tentaram me posicionar de alguma forma de mercado devido a esta questão… além de entusiasta, e de alguma forma formador de opinião, sou conhecido como um “evangelista” anônimo. Eis que ouço alguém dizer:

Fanboy de merda!

Take easy, garotinho. Evangelistas de marca são profissionais de nível técnico aprofundado que ganham para atuar como “vendedores para grandes massas”. Um cara desses não vai bater na sua porta tentando te convencer que tal produto ou serviço é bom e que você deve utilizá-lo, mas ele vai bater de frente em qualquer debate apresentando os motivos pelo qual aquilo deve ser defendido, por que aquilo é a melhor solução a ser tomada e como aquilo pode trazer maior recompensas a quem utilizá-lo. Evangelistas de marca – como profissionais – estão sendo pagos para serem fanboys.



Não é o que acontece quando te veem como um anônimo, arrumem a cagada e eu mudarei minha opinião, mas até lá… a EA cagou mais uma vez, somente para ilustrar o motivo pelo qual pego tanto no pé dessa empresa filha da puta, mas esse assunto vai ficar pro final do post.

Eu estava pensando sobre a briga da Sony/PlayStation 3 com a Microsoft/Xbox 360, já prevendo um cenário, no Brasil, onde vejo a Sony deixada definitivamente para trás, não por causa de qualidade ou estratégia de mercado, uma vez que eles possuem apelos, qualidades e defeitos que se complementam, mas pela Microsoft conseguir competir agressivamente em preço e mostrar que não está contra o mercado local.

Conforme comentei nesse post, a Sony tem uma postura muito errada no Brasil que é se posicionar como marca de luxo. Tudo da Sony é mais caro que as concorrentes em nosso país, e isso não acontece em nenhum outro lugar do mundo, a diferença é que quando estamos falando de televisores e notebooks, perdemos um pouco da noção do que é custo necessário e o que é preço-de-marca. Não é comum para nós comprarmos uma TV de 46 polegadas e um Home Theatre 7.1 pelo eBay. Quando a Sony começou a trazer produtos oficialmente para o Brasil que já eram conhecidos pelo público local – me refiro a linha PlayStation – as coisas começaram a ficar mais claras. O console PlayStation 2, que era vendido no exterior por 99 dólares, chegou para nós por 800 reais. Depois veio o PlayStation Portable, pelo preço de 1.299 reais, sendo que no exterior era vendido por 129 dólares. Por fim, veio o preço do PlayStation 3, que custava 299 dólares no exterior, e recebemos ele por 1999 reais.

O público alvo passou a acompanhar e se afastar da “marca brasileira” da Sony, e em um gesto de boicote, continuou consumindo produto estrangeiro, ainda que da mesma marca. A defesa da Sony é de que os impostos eram os principais responsáveis por essa diferença tão grande de preços, mesmo a Microsoft trabalhando com preços um pouco mais baixos a respeito dos consoles Xbox 360.

Desde o final de 2010, a Sony passou a produzir a mídia física de seus principais jogos no Brasil. Preço final do jogo: 199 reais. O mesmo preço que é praticado pelo lançamento de um jogo fabricado no exterior, quando importado pela própria Sony, que lá fora é vendido a 60 dólares. A galera estranhou, buscou informações, e descobriu que a Sony realmente se posicionava como marca de “varejo diferenciado” (ou marca de luxo) no Brasil. Ainda existia especulação de que o custo foi inflado para compensar a localização (dublagem e legenda) e alguns jogos, etc.

A Microsoft resolveu dar um golpe na Sony com a informação de que o título Gears of War 3, fabricado no Brasil, chegaria ao mercado por 130 reais, dublado e legendado em português A empresa também prospecta uma redução ainda maior de preços nos consoles – já mais baratos que os da Sony – quando passarem a ser montados também no Brasil. A máscara da Sony Brasil caiu.

Na minha opinião, o consumidor brasileiro está passando a enxergar a Microsoft com outros olhos. Se no passado, o Xbox era visto como “via para pirataria”, devido a facilidade de executar jogos piratas no console, e o PlayStation como “via para tecnologia”, devido a capacidade do blu-ray e foco no público hardcore, a situação me parece bem mais equilibrada. A Microsoft está dando a dedicação esperada nas localizações dos jogos para o Brasil, os produtos nacionais e importados oficiais nos são oferecidos a preços “relativamente justos”, levando em consideração a carga tributária existente, e as expectativas de se diminuir os impactos das limitações de tecnologia, como o espaço limitado de uma mídia de DVD, está sendo controlada com base nos novos formatos de disco que estão sendo lançados no mercado, resolvendo de quebra também o problema da pirataria. Agradeço a Microsoft Brasil por trabalhar a favor de seu público.

Infelizmente, o que acontece entre Microsoft e Sony, que trata-se simplesmente de concorrência, competitividade regional e posicionamento de marca, passa longe da Electronic Arts. Estou escutando alguém falar…

Mais uma vez falando sobre a EA, blá blá blá, mimimi mimimi

É, Cráudia, senta lá. A Electronic Arts vem tentando enfiar seus títulos goela abaixo, renomearam 4 vezes seu gerenciador de downloads, criaram uma síndrome no mercado, desrespeitaram seus consumidores uma centena de vezes e tudo mais que já devem saber. Bom, vírgula, ainda tem mais.

A Electronic Arts tem lutado tanto para assegurar suas IPs, que suas colaborações com o mercado de jogos eletrônicos foi impactado tragicamente. A título de exemplo, um evento recente: A franquia do jogo Forza, da desenvolvedora Turn10, sempre contou com o licenciamento da marca Porsche em seu jogo, de propriedade exclusiva da EA, assim como a Turn10 sublicenciava a marca Ferrari, de exclusividade deles, para quem tivesse interesse. Durante o desenvolvimento do Forza 4, a desenvolvedora tentou fazer acordo ao longo de 18 meses com a EA para ter a marca licenciada em seu novo jogo, sem sucesso. Perdem todos, os jogadores, a Turn10, a EA, o mercado.

E para retomar ao assunto do post, a EA tem lutado contra os brasileiros, além de se recusar a oferecer suporte para nós. Eu não havia comentado no vídeo do Battlefield 3 quando exponho este problema, mas a suspeita de a Electronic Arts não vender o jogo em questão por qualquer distribuidora online que não seja o Origin, no Brasil, é que eles estão tentando empurrar a Origin goela abaixo dos brasileiros, uma vez que a loja nacional do Origin possui preços diferentes do mercado internacional, e que, por razões óbvias, sempre compensa mais comprar conteúdo digital de fora.

Não obstante, eu estava acompanhando a queda de preço dos jogos Dead Space 2 e Bulletstorm, ambos publicados pela Electronic Arts, no Steam. Eles custavam 59 dólares, depois passaram a custar 29 dólares, e hoje eles ganharam o preço de 19 dólares… mas somente fora do Brasil. A Electronic Arts travou o preço dos seus jogos para os brasileiros, no Steam, em 59 dólares, e em outros distribuidores, como o Direct2Drive, que não aplica preços diferenciados por país, eles simplesmente não autorizaram a venda dos jogos para nós. Eles não são amáveis? #NOT