Que anos felizes para as produtoras de jogos eletrônicos… de 2008 para cá, a indústria de games tem produzido materiais de peso. Grandes franquias estão marcando seus nomes ao passar dos anos. Plataformas ganham grandes títulos multiplataforma, ótimos exclusivos  e uma quantidade estratosférica de DLCs (Downloadable content, em inglês, são conteúdos que se tem acesso via download e que adiciona novas funcionalidades ou itens em jogos já lançados). Nunca se falou tanto em DLC como nos últimos anos.

Apesar dos jogos se comportarem de formas parecidas em quase todas as plataformas, discussões sobre o assunto são muito frequentes e o exército de “fanboys” está sempre pronto para defender com unhas e dentes sua plataforma preferida. O problema fica maior quando as empresas demonstram descaso ao produzir seus jogos. Como se já não bastasse a famosa “síndrome de EA“, as empresas estão cada vez mais relaxadas em passar seus conteúdos de uma plataforma pra outra. Não é preciso de muito para demonstrar que os players de PC são os mais prejudicados nessa brincadeira.

Não precisa ser inteligente nem fanboy para saber que os consoles atuais são computadores com hardware que variam de 6 a 7 anos atrás e que um PC atual possui uma capacidade muito superior de cálculos por segundo e demonstração gráfica. Não que isso torne o PC uma plataforma superior em todos os casos, mas fica óbvia sua superioridade de hardware em relação as demais. As empresas produzem jogos para consoles e muitas vezes, sem ajustar parâmetros, os portam para os PCs e vendem. Com essa conversão, o quesito qualidade fica comprometido:  bugs, crashes e problemas de jogabilidade, sem falar de um péssimo aproveitamento do hardware disponível nos PCs gamers atuais. O port mais rabugento que tive o desprazer de jogar foi o Pro Evolution Soccer 2011: Nem os botões e imagens do controle a produtora teve coragem de alterar.

Voltando a falar nos DLCs, muitas empresas lançam jogos prometendo mundos de DLCs para seus compradores e no final acabam entrando na Síndrome de EA e lançando uma continuação do jogo sem ter feito mais de 1 DLC para o jogo anterior (vide Valve e seu Left 4 Dead, por exemplo), os jogos de PC são os mais prejudicados novamente. Para deixar esse descaso com os PCs mais claro e evidente, muitos jogos obtiveram DLCs nas plataformas Xbox e PS3 e não tiveram nada para PC. Grande exemplo foi o Need for Speed Hot Pursuit, que recebeu DLCs no console e até agora nenhum para o PC.

A ganância nas grandes empresas e produtoras está cada vez maior. Tanto a PSN quanto a Live pagam as produtoras para que existam até DLCs específicos para cada plataforma. O PC, por não ter um sistema de conexão e gerenciamento (Steam, GFWL, Origin) fixo, acaba perdendo de novo. Somos todos jogadores, não importa a plataforma. Todos merecemos receber o mesmo tratamento mínimo: jogos otimizados para suas respectivas plataformas e os mesmos DLCs oferecidos em outras plataformas.