Apresentação

Desenvolvido pela Airship Syndicate e publicado pela THQ Nordic, Darksiders Genesis é um jogo de ação Hack n’ Slash de visão isométrica situado no universo da tão aclamada franquia Darksiders.
Apesar de fazer parte dessa franquia, Genesis não se trata de uma continuação direta de Darksiders III, mas sim um spin off que retrata os acontecimentos da cronologia que se passam antes do primeiro jogo.
Os protagonistas da vez são Strife (Conflito no bom português) e War (Guerra, cavaleiro irmão de Strife) a trama se desenrola nos confins do Inferno e além.

A abertura do jogo em CGI é nota 10…

 

Sistema e jogabilidade

Quando anunciado, Darksiders Genesis surpreendeu por apresentar um visual com câmera isométrica (vista de cima). Muitos pensaram que o jogo seria um clone de Diablo ou outros existentes no mercado. Mas não se enganem, pois Genesis é um típico jogo de Hack n’ Slash com plataformas no melhor estilo já adotado anteriormente pela franquia. Até mesmo suas montarias estão presentes nessa versão, já que as fases são enormes e agilizar sua locomoção para explorar cada cenário é muito bem vindo.


Com cenários gigantescos e vários lugares à se explorar, um cavalinho para se locomover com maior velocidade é muito bem vindo…

A jogabilidade com Strife é mais baseada em jogos de tiros Run n’ Gun mas é possível também desferir golpes de perto e criar sequências de combos variadas. Você pode também adquirir armas alternativas que te ajudarão à avançar em certos quebra-cabeças ao longo das fases e também usá-las eficientemente em combate.
Outro detalhe interessante em Genesis é que o personagem War (Guerra presente no primeiro jogo da franquia) também está aqui presente no jogo e o jogador tem a possibilidade de alternar entre eles tanto para progredir na história quanto para realizar combos ou tirar melhor proveito de cada um em certos trechos do jogo. um detalhe importante é que as armas e itens de War são totalmente diferentes e também influenciam na progressão das fases e combates em geral. Existe também a possibilidade de se jogar em dois jogadores. Nesse caso, um jogador controlará o personagem Strife e o outro controlará War, fazendo com que a experiência de jogo seja totalmente diferente.

Caso o jogador não opte pela jogatina coop, Ainda terá a possibilidade e em algumas partes a necessidade de trocar de personagem.

 

A trama do jogo é bem básica assim como nos outros jogos da franquia. Lucifer está reunindo aliados no inferno e conspirando para invadir o reino dos Humanos, afetando assim o equilíbrio entre as espécies. Nesse caso o Conselho reúne os dois Cavaleiros do Apocalipse Strife e War, os enviando em uma missão para descobrir o que realmente está acontecendo no inferno e punir os responsáveis por tais transgressões.
Ainda falando sobre a história, aqui aparece mais um ponto negativo do jogo. A história não é ruim e cumpre bem o seu papel na franquia. Mas a escolha de War para protagonizar essa aventura com Strife, da forma que foi feita em muitos aspectos, deixa algumas pontas soltas relacionadas ao primeiro game da franquia. Sem me aprofundar muito e sem spoilers, muitos dos acontecimentos e personagens que deixam War muito impressionado pela primeira vez na vida citadas em Darksiders 1 já haviam acontecido em Genesis. Talvez a escolha de Fury (a irmã Furia de Darksiders 3) tivesse sido uma melhor escolha. Ou talvez até mesmo o Death (Morte, o mais sinistro dos quatro Cavaleiros do Apocalipse).

Não só a jogabilidade é parecida com a dos jogos anteriores, mas os itens e tudo mais que se tem pra fazer também.

 

Assim como nos jogos anteriores, os gráficos possuem um visual cartunesco baseado em histórias em quadrinhos e são muito bem feitos. A única ressalva fica para as imagens usadas nas cutscenes entre uma fase e outra. Nessa parte, ao invés de usar sprites estáticos com os personagens do jogo ou até mesmo animações simples, deram a preferência de usar desenhos com uma qualidade bem questionável. Fico na dúvida se o produtor do jogo chamou sei filho de 6 anos para fazer esses desenhos do jogo ou se foi só uma péssima decisão de escolha no estilo de arte mesmo.

Decisão de arte totalmente questionável se me perguntar. Essa parte eu prefiro nem comentar…

 

Já a trilha sonora está muito bem acabada e é tudo o que se pode esperar de um jogo da franquia

 

Considerações Finais…

Darksiders Genesis consegue fugir da proposta inicial da franquia mas ao mesmo tempo consegue se manter fiel. É impressionante como um jogo de Hack n’ Slash pode facilmente se tornar um RPG cooperativo de ação simplesmente só mudando a posição de sua câmera. Tem lá as suas falhas na história que quem é fã da franquia pega facilmente e também a péssima decisão de arte nas cutscenes entre as fases, mas mesmo assim acaba agradando aos fãs e marinheiros de primeira viagem na franquia. Sendo assim, Darksiders Genesis é um jogo que vale sim o seu investimento e sua atenção. Ainda mais se for no PC, onde o jogo é bem baratinho e na minha opinião muito melhor de se jogar por conta de ser perfeito para teclado e mouse.

Cópia de avaliação cedida por GOG.com