Apresentação

Estava eu no doce e humilde recanto de meus aposentos quando de-repente, meu amigo Ivan Carlos me passa dois jogos  do GOG.com para fazer análise aqui no Gamepad, e um deles era o Xeno Crisis. À primeira impressão, julgando pelas imagens no site não me impressionou muito, então fui antes fazer a análise do outro jogo. Assim que terminei vim para esse já não esperando muita coisa mas, para minha surpresa, o jogo é muito divertido e muito parecido com jogos que eu adorava jogar nos arcades no final da década de 80 pro começo da década de 90.

Visual e história contada de forma bem retrô. Se você gosta de jogos das antigas vai se sentir em casa.

 

Produzido e distribuído pela Bitmap Bureau e lançado para as plataformas Microsoft Windows, Linux e macOS, (lembrando que também existem versões para Mega Drive, Sega Dreamcast e até mesmo NEO GEO. Xeno Crisis combina belos gráficos retrô com uma jogabilidade rápida e eletrizante, somados à uma excelente trilha sonora.

Um dos pontos bem altos do jogo é a possibilidade de se jogar um coop com um amigo.

 

Sistema e Jogabilidade

Xeno Crisis possui uma fórmula bem simples. Consiste em uma visão de cima e os cenários são baseados em salas fechadas, onde aparecem aliens de vários buracos e portas e só podemos avançar para outras salas assim que matarmos todos os monstros ali existentes. Um fator bem interessante é o jogo possuir um sistema de fases procedural. Sendo assim sempre que jogamos se trata de um jogo novo e o mesmo sempre te surpreende.

Visão aérea e belos gráficos que são 200% fiéis à era de 16 Bits.

 

Seu arsenal é bem variado, podendo usar shotguns, metralhadoras, lança chamas e muito mais. A arma básica do jogo é uma metralhadora que pode ser melhorada através de “Dog Tags” que os inimigos vão deixando cair conforme os matamos. Essa metralhadora possui os tiros contados e, sendo assim, é bom pensar antes de atirar. Sempre aparece munição extra durante as fases e elas não costumam faltar. Mas quando faltam complica. Já as demais armas são opcionais e vão aparecendo nos cenários enquanto matamos os aliens. Essas armas opcionais duram um período de tempo e a munição é ilimitada. Contamos também com granadas de mão que são uma mão na roda em situações de sufoco.

É preciso uma certa estratégia para poder aproveitar a oportunidade e usar o melhor tipo de arma para cada situação.

 

Um destaque legal no jogo são os chefões. Eles são grandes, fortes e osso duro de roer. Os inimigos normais do jogo também merecem destaques. Eles são bem variados e sempre tomam uma abordagem diferenciada e, em alguns casos, uma sala pode te dar muito trabalho ou até te levar à morte. A arte do jogo é bem retrô e ao mesmo tempo bem bonita. Tanto os personagens principais como os monstros e chefes são muito bem desenhados. Os cenários possuem também salas muito bem desenhadas e passam uma atmosfera bem legal.

Os chefes são um show à parte. mas também são osso duro de roer.

 

Ao passar de uma fase para outra podemos fazer melhorias em nosso personagem e também no nosso arsenal. São várias as melhorias e o que se deve melhorar varia de acordo com o estilo de cada jogador. Aqui podemos melhorar nosso personagem com mais vitalidade, velocidade, resistência à venenos e por aí vai. Já as nossas armas podem ser melhoradas em quantidade de munição e poder de fogo. É aqui também que conseguimos comprar mais vidas extras (Continues).

Aqui é onde fazemos todos os tipos de melhorias no nosso arsenal e personagem. Escolha muito bem…

 

Assim como bem de costume nos jogos de antigamente a dificuldade é bem elevada. O jogo deixa você escolher se vai jogar no fácil ou difícil. Mas acredite, mesmo a dificuldade fácil vai fazer você suar bastante até conseguir algum progresso. E falando em progresso, aqui suas vidas são limitadas e quando acabar simplesmente acabou. Vai ter que voltar o jogo do zero e passar por tudo novamente. Típico de jogos bem old school.

Ainda bem que até o Game Over é bem caprichado, pois você vai ver ele muitas e muitas vezes.

 

O jogo é muito bom mas não é perfeito. As configurações de teclado também remetem os jogos das antigas, fazendo com que você seja obrigado à usar as setas para mover o personagem e as teclas W, S, A, e D para mover a direção da arma do personagem. E nessa parte infelizmente não tem como mudar. Até nós que somos da velha guarda e gostamos de jogos antigos não somos mais acostumados à usar setas para movimentação. E como não é possível alterar as teclas de comando eu vejo isso como um ponto negativo. É totalmente aconselhável usar um controle, assim fica mais simples, pois controlamos o personagem no analógico esquerdo e a direção da arma no analógico direito.

Devido ao sistema meio incomum de teclas usadas para o jogo é altamente recomendável jogar com controle.

 

Um outro ponto que é um pouco negativo é que mesmo o jogo possuindo inimigos bem variados de começo com o passar das fazes o eles caem muito na repetição. E vários desses inimigos repetidos ficam mais resistentes e seus ataques ficam um pouco mais complicados de se escapar. Chega uma hora em que eles ficam muito resistente e são muito chatos, fazendo com que algumas salas demorem demais para se terminar com todos eles, afetando assim a experiência positiva que o jogo tinha nos apresentado até então.

Chega um certo ponto em que os inimigos chatos passam à se repetirem demais e demora demais para morrer, mesmo estando com suas armas melhoradas ao máximo.

 

Considerações Finais

Xeno Crisis não é um jogo perfeito. Mas se você procura um jogo eletrizante, com uma excelente trilha sonora, dificuldade elevada e uma perfeita sensação de estar jogando em uma máquina bem antiga, esse jogo é com certeza um prato cheio para você, ainda mais se tiver um amigo para jogar junto, a coisa fica com certeza melhor ainda.

Gostaria de agradecer ao GOG.com por fornecer a versão do jogo de PC para análise…