Apresentação

Já faz um tempo que estou esperando o lançamento de Blazing Chrome. Na verdade desde o seu anúncio. Quando o time de desenvolvimento da JoyMacher lançou Oniken e alguns anos depois o Odallus, fiquei apaixonado por cada um deles. São jogos que remetem com perfeição grandes títulos do começo dos anos 90, época da qual a minha jogatina estava no auge. Mas Blazing Chrome seria nada mais que a personificação de Contra, a franquia que eu mais gostava de jogar naquela época.

Gráficos pixelados no bom e velho estilo 16 bits.

Embora Blazing Chrome seja um jogo baseado na franquia Contra, ele possui algumas diferenças em sua jogabilidade e até elementos de outros jogos que fazem com que ele tenha uma certa identidade própria. São várias regras na sua jogabilidade que podem parecer coisas simples, mas na hora da jogatina fica um pouco complicado de se acostumar com certas coisas. Mas depois que se acostuma o jogo flui tranquilamente (pra quem está acostumado com o ritmo frenético em jogos no estilo Contra).

À princípio parece um simples jogo de Contra, mas com detalhes e regras diferentes que faz com que Blazing Chrome se destaque e tenha seu próprio charme, e não se passe por apenas um mero clone.

A dificuldade de Blazing Chrome é algo à ser mencionado. Você vai encontrar aqui o cão chupando manga, assim como aconteceu em toda a franquia Contra. Mas assim como nos jogos antigos, tudo é uma questão de decorar. À cada fase nova você vai ver a tela de GAME OVER muitas e muitas vezes. Mas ao se acostumar com o local onde os inimigos aparecem e também as melhores armas para serem usadas em cada local. O jogo já fica bem mais fácil. Claro que mesmo assim você vai precisar ter reflexos bem rápidos pra executar cada ação, pois o menor erro em executar uma certa manobra com certeza lhe custará a vida. Bom, pelo menos uma delas.

Com uma enorme quantidade de inimigos na tela somado à uma jogabilidade bem rápida, ter uma armadura robô fortemente blindada e armada e um bom suporte aéreo é sempre bem vindo.

O som do jogo é algo que merece ser mencionado. Blazing Chrome não possui um som limpo e vozes perfeitas com qualidade de estúdio. Aqui é tudo feito para parecer retro. Então o que você vai ouvir é uma música de boa qualidade mas com um som bem abafado e com vozes bem distorcidas e roucas. Lembra muito a qualidade sonora dos arcades do final da década de 80 pro começo dos anos 90.

Turbo Tunnel (Battletoads) mandou lembranças. Aqui além de pilotar uma moto, desviar de barreiras e saltar sobre buracos, ainda temos que nos preocupar em matar vários inimigos e chefes osso duro de roer.

Assim como acontecia em Contra Hard Corps (Mega Drive), temos 4 personagens à escolha para se poder jogar, sendo que 2 deles só são desbloqueados ao completar o game. Isso é muito bom por que além de Blazing Chrome ser um jogo viciante e que você vai querer rejogá-lo sempre, mais personagens mudam drasticamente a jogabilidade, dificuldade e o fator replay.

Mais personagens são desbloqueados ao finalizar o jogo. E também uma nova modalidade.

A equipe de desenvolvimento de Blazing Chrome foi tão afundo no quesito “Retrô” que até alguns bugs, quando acontecem, são exatamente como acontecia nos cartuchos dos consoles antigos dos anos 80 e 90. Em uma de minhas partidas, durante a explosão de um chefe, o jogo simplesmente travou o meu PC com a imagem congelada e aquele som agudo e contínuo como se fosse uma campainha velha sem parar. Tive que desligar o PC no dedo direto no botão de força para poder voltar e continuar.

Todo jogo da franquia Contra sempre tem que ter um chefe robozão esquisitão no topo de uma base ou prédio. Espere… Eu disse Contra? Ops…

Veredito

Blazing Chrome é um jogo simplesmente arrasador. Ele faz jus aos jogos antigos com seu visual e som retrô, jogabilidade frenética e dificuldade elevada que é coisa para poucos. Até os bugs que acontecem aqui são nostálgicos e que na minha opinião, devido à toda a nostalgia que o jogo proporciona, também são um ponto positivo. Parabéns ao time de desenvolvimento pelo ótimo trabalho.