Apresentação

Com o passar dos anos, os jogos indie estão cada vez mais populares e mais presentes no mercado. Vemos à todo o instante muitos jogos de todos os tipos e das mais variadas ideias que abrangem todos os estilos possíveis e imagináveis. Sendo que alguns até conseguem inovar, dando origem à novos estilos e ideias para outros desenvolvedores.

One Finger Death Punch é um daqueles jogos que mostram uma ideia simples e bem construída, resultando em um joguinho bem divertido e viciante. A primeira versão do jogo fez um enorme sucesso e é bem difícil achar por aí alguém que não conheça o mesmo. Tanto que os desenvolvedores, que não são nada bobos, decidiram criar uma segunda versão com várias melhorias tanto gráficas quanto na jogabilidade.

Apesar de simples, One Finger Death Punch trouxe uma jogabilidade consistente e bem divertida.

Sistema e Jogabilidade

One Finger Death Punch 2 segue na mesma fórmula do primeiro jogo, mas consegue ir mais afundo e ser ainda mais divertido. São várias as novas funcionalidades e mecânicas que essa segunda versão nos apresenta.

Como dito antes, jogo é bem básico. Nosso personagem não sai do centro da tela e vários inimigos vão se aproximando tanto do lado esquerdo quanto do lado direito. Tudo o que temos que fazer é clicar o botão esquerdo do mouse para atacar os inimigos da esquerda e o botão direito do mouse para atacar os inimigos da direita. Tudo muito simples, certo? Mas agora vem o lado Kung-Fu da coisa. Você não pode simplesmente apertar as teclas de ambos os lados como um louco. Tudo precisa ser feito no tempo certo. Existe uma barra de proximidade logo abaixo do nosso personagem que indica a distância em que o inimigo pode ser atacado. E como é tudo muito rápido, para facilitar a barra da esquerda fica azul e a da direita fica vermelha, indicando que tem inimigos nas proximidades que podem ser atacados.

Uma barra colorida avisa se tem algum inimigo nas proximidades que pode ser atacado.

E não pense que você vai simplesmente desferir só socos e chutes. Existe aqui uma grande quantidade de armas tanto de arremesso quanto de punho e até armas de fogo, tudo para deixar o jogo mais dinâmico e divertido. Algumas das armas matam inimigos mais fortes com apenas um golpe enquanto outras matam vários deles com um único ataque. Acontecem também algumas variações, tais como você ter que correr freneticamente atropelando com socos tudo que aparece pela frente ou até decapitando inimigos enquanto corre em alta velocidade montado em um cavalo.

Em alguns momentos a tela se amplia quando o personagem entra em duelo contra algum inimigo mais forte. A mecânica aqui é apertar rápido os botões na sequência que vai mostrando ao fundo. Os duelos são bem legais e quando são com armas ficam melhor ainda.

Os gráficos do jogo permanecem praticamente os mesmos mas com leves melhorias aqui e ali. A interface do jogo foi bem melhorada, deixando tudo com um visual mais limpo e que ajuda e muito diante de tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo na tela. Talvez o que mais tenha melhorado em seu visual seja o nível de detalhamento dos personagens. Agora podemos adicionar olhos e cor de pele na cabeça e braços, e não podemos também nos esquecer da sombra nos membros do personagem em segundo plano (braços e pernas). É tanto realismo que várias vezes minha esposa me viu jogando e pensou que eu estava assistindo um filme.

O jogo possui vários modos com regras e objetivos diferentes em cada modalidade.

A trilha sonora varia de rock pesado e músicas no estilo china antiga, mas com umas batidas moderninhas. As vozes são bem legais e são uma sátira à filmes de artes marciais dos anos 80 e 90. Os sons de pancada também fazem referência à obras no estilo das antigas e, somado às animações que são clássicas do cinema, faz com que One Finger Death Punch 2 seja bem mais divertido pra quem já conhece essas clássicas fantasias de Kung-Fu e derivados.

Considerações Finais

One Finger Death Punch 2 segue o mesmo estilo do primeiro jogo com várias novidades. Claro que por se tratar de um jogo moderno, mas que lembra muito os jogos de arcade das antigas, ele acaba sendo um jogo bem repetitivo. Mas nessa caso não é uma coisa ruim, pois sua repetição é bem divertida e seu sistema de progressão de dificuldade é bem interessante. O jogo consegue te segurar na frente da tela e quanto mais você joga, mais quer jogar.