A bela (e quase motivacional) peça publicitária acima foi exibida no último Mobile World Congress. Trata-se de um conceito de smartphone com três displays, projetado pelo designer dinamarquês Kristian Ulrich Larsen. Seria legal jogar nele? A questão parece ser irrelevante, já que “todo novo aparelho acaba se tornando um aparelho para se jogar”, segundo John Riccitiello, CEO da Electronic Arts. E, pelo jeito, os novos aparelhos que mais roubam a cena dos consoles são celulares.

De acordo com nova pesquisa, eles se tornaram o principal aparelho de videogame, para adultos, nos Estados Unidos e no Reino Unido. Quando 2500 pessoas foram perguntadas sobre qual dispositivo usavam mais frequentemente para jogar, 44% escolheram seus celulares. E quase todos os donos de smartphones (92%) afirmaram jogar neles pelo menos semanalmente.



Alguns números paralelos ao estudo consolidam essa predominância. O jornal USA Today, por exemplo, revelou que metade dos 10 bilhões de apps já vendidos para o iPhone foram jogos. Além disso, só em 2010, foram comprados 1,6 bilhão de celulares no mundo.

Sobre esses dados, Dave Roberts, o CEO da PopCap Games, declarou que celulares “conseguiram fazer o que a indústria não foi capaz de fazer sozinha durante sete ou oito anos, trazendo dezenas de milhões de pessoas para o mundo dos games”. Ele também observou: “Há uma década, se você perguntasse a uma senhora, de 50 anos, se ela jogava videogames, ela olharia para você como se você fosse de Marte. Agora, é provável que ela jogue FarmVille ou Bejeweled no iPhone”.

Uma tendência positiva revelada pelo estudo é que os consumidores estão bem dispostos a pagar pelos jogos de celular. Por isso, 43% dos “mobile gamers” disseram ter pago por versões completas de demos no ano passado.

Por ser tão inclusiva, seria justo dizer que a telefonia móvel revolucionou a indústria de games? Comente!