Styx: Shards of Darkness – Review

Lançado em 14 de Março, desenvolvido pela francesa Cyanide e publicado pela Focus Home Interactive, em uma era pós Metal Gear Solid V e com o atual sistema de stealth de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, surge Styx: Shards of Darkness para Playstation 4, PC e Xbox One.


O jogo é uma sequência de Styx: Master of Shadows. Dessa vez, Styx procura infiltrar a cidade dos Dark Elves, Körangar, a fim de descobrir o porquê dos Dark Elves terem se aliado aos Dwarves.

Poucas coisas mudaram desde seu predecessor, portanto não há necessidade de ter jogado-o para entender a história. Amber ainda é uma fonte de energia. Humanos, Elfos, Dwarves e Orcs disputam pelo poder enquanto Goblins são tratados como peste.

Para fãs casuais de jogos de stealth, Styx: Shards of Darkness parece uma boa pedida, contudo, não foi só a história que não mudou, a jogabilidade continua bastante similar a Master of Shadows.

Styx: Shards of Darkness possui uma boa apresentação. Nos primeiros minutos, a Cyanide demonstra ter investido na qualidade gráfica do jogo, contudo com o passar da jogatina, notamos que houve somente essa melhoria no jogo.

O sistema de combate continua similar e com a mesma AI simples: espere o inimigo atacar, rebata seu golpe e mate-o. Isso funciona bem caso esteja enfrentando um ou dois inimigos, do contrário o recomendado é que fuja ou reinicie do último checkpoint. Caso não tenha sido visto pelo inimigo, o jogador pode realizar execuções silenciosas, mas com o passar do tempo surgem inimigos que não podem ser mortos dessa forma. De início o jogador não é capaz de realizar execuções aéreas, o que pode ser solucionado caso você adquira um upgrade, algo que não parece lógico, visto que é uma habilidade comum entre jogos de stealth e um “grande ladrão” como Styx já deveria ter em seu arsenal.

Dentre os níveis de dificuldade que lhe são apresentados no começo do jogo, uma das opções te permite escolher que alertas resultam automaticamente em Game Over. Isso somado aos inimigos com imunidade à execuções sorrateiras e os dwarves (que sentem o cheiro do Styx), são os fatores que aumentam a dificuldade do jogo.

Se manter escondido não é algo difícil, porém, em determinados momentos a própria mecânica do jogo causa uma limitação, como por exemplo, tentar interagir com o ambiente e não obter uma resposta esperada tornava a tarefa de se esconder um pouco mais árdua. Contudo, o jogo te dá algumas diferentes alternativas para passar pelos inimigos, as quais facilitam bastante o progresso na história. Para fãs de stealth isso pode ser desanimador, visto que raramente a rota mais óbvia e fácil é tomada, porém para jogadores mais casuais que procuram um jogo stealth, Styx pode ser uma boa alternativa.

O jogo possui um senso de humor bastante ácido, algo que combina tanto com a temática da história quanto com o personagem principal. Diversas vezes ao longo da história, principalmente quando você morre, Styx quebra a quarta barreira e fala diretamente com o jogador, tentando sempre ser engraçado, às vezes de forma ofensiva, o que passa a ser cansativo depois de um certo tempo.

Os pontos altos do jogo é que temos uma quantidade razoável de upgrades para o Styx. Com elas, ele ganha novas técnicas furtivas e de combate, aprende a criar novos itens e aprimora habilidades naturais. Além disso há bastante exploração vertical, os mapas estão repletos de itens a serem coletados e objetos com os quais o jogador pode interagir.

Contudo, nem tudo são flores e o jogo passa a reciclar mapas, tornando-o repetitivo. Infelizmente a desenvolvedora investiu mais no visual do que nas animações. Graças à sua temática Medieval Fantasy, que oferece mais liberdade com o visual do jogo, mas ao mesmo tempo, com uma animação de baixa qualidade e pouco fluídas, você se sente como se estivesse jogando algo da geração passada, vendo inimigos se moverem de forma pouco natural e com lipsync desconexo. Isso, somado ao fato do jogo tentar ser engraçado, acaba estragando sua imagem. Tudo isso sendo que a Cyanide anunciou em 2016 que o jogo teria um budget maior.

Styx: Shards of Darkness se aventura corajosamente em um mundo com Assassins Creeds, Deus Exes, Dishonoreds, Thief, Metal Gear Solid e agora Zelda. É justo dar o devido crédito a Cyanide por isso e incentivar o desenvolvimento de mais jogos desse tipo, porém a desenvolvedora não só repetiu o que deu certo em Master of Shadows, como também o que deu errado.

Você pode gostar...