A nova expansão de StarCraft 2, Legacy of the Void (que por sinal pode ser jogada sem individualmente, sem a necessidade dos outros pacotes e jogo base – stand-alone), termina a saga que focando principalmente nos Protoss e nos hérois: Kerrigan, Zeratul, Raynor e Artanis. Ela também adiciona a novas unidades e trás de volta algumas antigas do primeiro jogo, aprimora alguns dos mecanismos fundamentais do jogo, tudo isso para prolongar a vida útil do multiplayer.

A Blizzard tem uma grande paixão por todo o novo conteúdo, mas este é uma expansão mais adequada para os fãs já antigos ou pelo menos que já conheçam a história completa ao menos de Starcraft 2, do que para aqueles que iriam começar jogando por essa já que a história é muito complicado para alguém que não tenha experimentado as narrativas centradas nos Terran e Zerg, caindo de paraquedas no meio de uma guerra que já estava caminhando para sua conclusão.



No modo multiplayer, o jogo de alto nível requer centenas de horas de prática, assim como qualquer RTS (jogo de estratégia em tempo real), o que significa que os novos fãs acharão mais divertido competir contra os amigos e assistir a transmissões de jogos para ver como os peritos planejam e executam seus movimentos.

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História

Starcraft 2 – Legacy of the Void supostamente termina a narrativa central do terceiro capítulo da franquia, embora mais missões já tenham sido anunciadas para 2016, isso significa que a Blizzard está sob pressão para oferecer mais destinos interessantes para todos os personagens principais, dando mais conteúdo aos jogadores.

O foco nos Protoss dessa expansão significa que os jogadores passarão um bom tempo com os Protoss, que tem que trabalhar com os recursos limitados, desde que sua raça deixou o resto para trás para poderem permanecer vivos, e encontrar uma maneira de derrotar Amon, a voz da escuridão e presença constante que procura corromper todo o universo de StarCraft.

A história da série é por este motivo muito complexa, tendo camadas sobre camadas de traições e reconciliações com segundas intenções que estão ligadas à morte de milhões de seres em todos os lados da batalha, tendo que uma vez mais se aliarem arriscando tudo. Mas a Blizzard consegue fazer um clima de desconfiança e dependência mútua, como diz o ditado: “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”.

A narrativa geral foca principalmente na força da personalidade do personagem principal, Artanis, porém mais uma vez a Blizzard consegue fazer com que cada missão single-player pareça única, apesar do fato de que o jogo nunca deixa o estilo RTS.

Starcraft 2: Legacy of the Void também oferece algumas cenas impressionantes, e a atuação dos dubladores é, novamente, do mais alto calibre.

The Spear of Adun a nave de batalha utilizada por Artanis as vezes oferece momentos tensos e resoluções interessante tanto quanto um episódio de Battlestar Galactica ou Star Trek.
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Gameplay

Starcraft 2 – Legacy of the Void é um jogo de estratégia em tempo real, reproduzido a partir de uma perspectiva isométrica, que pede aos jogadores para gerirem cuidadosamente os recursos e controlar unidades individuais para alcançar uma variedade de objetivos até a vitória.

O jogo faz um excelente trabalho de introduzindo novas unidades aliadas e ameaças inimigas durante a campanha, mantendo um crescimento constante da inteligência artificial desafiando o jogador com o passar das missões, especialmente em maiores dificuldades que a normal.

The Spear of Adun permite aos jogadores escolherem as unidades especiais que eles querem levar para a batalha e os poderes especiais que eles possam implantar, permitindo aos jogadores escolher se querem ser ofensivos ou se eles preferem reforçar as defesas e aguentar a pressão antes de atingir o objetivo.

Eu tentei ser agressivo para garantir o máximo de objetivos secundários quanto possível para cada missão, mas isso nem sempre é uma opção em dificuldades mais altas, onde se mover mais cuidadosamente tende a ter que escolher fazer múltiplas ações ao mesmo tempo ser arriscando muito ou focar apenas nos objetivos principais que muitas vezes já são difíceis por si só.

A campanha single-player é muito diferente do multiplayer, mas oferece aos jogadores uma maneira simples de descobrir as unidades (novas e redescobrir as antigas) e as táticas que estão associadas antes a aquelas situações e quais unidades servem para cada situação para só então enfrentar desafios mais difíceis.

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Gráficos e Áudio

Starcraft 2 – Legacy of the Void não se destaca tanto no departamento gráfico como inovadores, pois sua engine, usada atualmente para StarCraft 2 e Heroes of the Storm, finalmente está mostrando seus limites porém ainda são extremamente satisfatórios e em momento algum deixaram a desejar. Além do mais a série tem um estilo único que se encaixa em ambos os seus temas e seus personagens, que parece ficar maior em sua armadura como a história avança.

As cenas de vídeo criadas pela Blizzard ainda são espetaculares, e as próprias batalhas estão cheias de efeitos e movimentos, tanto que muitas vezes é difícil de acompanhar o que está acontecendo quando dois verdadeiramente grandes exércitos se chocam.

Quando se trata de dublagem, Legacy of the Void oferece uma série de tons e grunhidos, e às vezes é necessário se concentrar um pouco para seguir as conversas entre os personagens principais (que tem a voz alterada).

A música e os sons da batalha têm uma apresentação sólida, e Blizzard ainda permite aos jogadores misturar músicas a partir do primeiro capítulo da série para a trilha sonora.

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Multiplayer

Starcraft 2 – Legacy of the Void de fato encerra a história do jogo, porém a maioria da comunidade de Starcraft se interessa mais pelas mudanças que a Blizzard está fazendo para o multiplayer.

As novas unidades e ajustes feitos terão um impacto em longo prazo e ajudará a criar quase um novo jogo que vai afetar tanto os amadores quanto aqueles que já estão jogando a de forma competitiva.

Os Protoss recebem os “Adept” e os “Disruptor”, o que lhes dá mais opções de poder de fogo contra os inimigos agrupados enquanto os terráqueos podem usar o Cyclone e Liberator, com mais poder de fogo no chão e no ar, e por ultimo, mas não menos importante, os Zergs ganham acesso ao Lurker e um Ravager, tendo agora mais poder de artilharia.

O início do jogo também foi ajustado, agora, com menos recursos e mais trabalhadores logo no começo deve ser possível criar jogos com mais opções e incentiva ações logo na primeira parte da partida.

Para dar aos fãs mais opções no multiplayer, a Blizzard também está adicionando torneios diários automatizados, que não têm impedimentos para entrada, e um novo conjunto de missões cooperativas é direcionado para aqueles que estão mais interessados ??em trabalhar com os amigos do que em combatê-los.

Modo “Archon” também faz parte do Starcraft 2 – Legacy of the Void, permitindo que dois jogadores controlem o mesmo lado para entregar alcançarem, juntos, um melhor desempenho na batalha e partidas com a tensão aumentada (já que ambos os lados utilizam o mesmo esquema). Isso abre possibilidades como, por exemplo, um player focar na defesa e outro no ataque. De acordo com a Blizzard o novo recurso é suposto para trazer novos jogadores, dando-lhes uma maneira simples de jogar com veteranos antes de se aventurar por conta própria.

Essa nova expansão stand-alone é um bom momento para jogadores iniciantes do multiplayer, pois ao entrarem em ação, com as novas alterações para a mecânica central do jogo, significa que tanto eles como os veteranos terão que aprender essas mecânicas e alterações, equiparando um pouco mais e dando mais chances aos iniciantes.

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